Canção

O Cântico de Davi

“O Cântico de Davi” nasceu simplesmente do desejo de louvar.

Ver no YouTube (vídeo no YouTube, abre em nova aba)

Letra

Louve a Jeová, louvai no Seu Santuário,
Ó poderoso Santo de Israel.
Louve ao Senhor o grande Deus de amor,
E Ele te ouvirá lá do céu.

Tocai a trombeta, harpa e o saltério,
Ele é digno de adoração.
Use adufe, dance com alegria,
Louve a Deus com todo coração.

E o seu louvor será tão bem visto,
No céu a sua voz soará.
Depois de Deus ter recebido,
Por toda terra vai ecoar.

E então todo ser que respira,
Irá ao Senhor adorar e louvar.
Nas praças, nas ruas, esquinas,
O coro de Deus se ouvirá.

Sobre “O Cântico de Davi”

Esta canção nasceu enquanto eu relia o Salmo 150, um dos textos mais belos das Escrituras Sagradas sobre louvor e adoração.

O salmo começa com uma convocação simples e poderosa:

“Louvai ao Senhor.”

A partir daí, parece que o salmista vai ampliando cada vez mais o alcance desse convite.

Primeiro, o louvor está no santuário. Depois, somos convidados a louvar a Deus por Seus atos poderosos e pela grandeza daquilo que Ele é. Em seguida, aparecem os instrumentos: trombeta, saltério, harpa, adufe, instrumentos de cordas, flautas e címbalos.

Há também a dança.

É como se diferentes sons, movimentos e expressões fossem reunidos para uma única finalidade: louvar a Deus.

Foi essa imagem que procurei levar para a canção.

Por isso escrevi:

“Tocai a trombeta, harpa e o saltério,
Ele é digno de adoração.
Use adufe, dance com alegria,
Louve a Deus com todo coração.”

Mas existe algo no Salmo 150 que sempre me chama especialmente a atenção.

Depois de mencionar o santuário, os feitos de Deus, Sua grandeza, os instrumentos e a dança, o salmista termina retirando qualquer limite que ainda pudesse existir:

“Todo ser que respira louve ao Senhor.”

O convite já não pertence somente aos músicos.

Não pertence apenas àqueles que estão dentro do santuário.

Não pertence a uma única voz, a um único instrumento ou a uma única maneira de expressar adoração.

Todo ser que respira.

Talvez tenha sido por isso que uma das frases desta canção se tornou tão especial para mim:

“E então todo ser que respira,
Irá ao Senhor adorar e louvar.”

Quando escrevi esses versos, imaginei o louvor ultrapassando as paredes do lugar de adoração.

Imaginei-o chegando às praças, às ruas e às esquinas.

Imaginei muitas vozes que, embora diferentes, encontravam uma razão comum para cantar.

Foi assim que nasceu:

“Nas praças, nas ruas, esquinas,
O coro de Deus se ouvirá.”

O Salmo 150 começa no santuário e termina alcançando todo ser que respira.

Essa progressão sempre me pareceu extraordinária.

Talvez porque nos lembre de que louvar a Deus não precisa ser apenas um momento dentro de uma celebração religiosa. O louvor pode acompanhar a vida. Pode estar na voz, na música, na gratidão e na maneira como reconhecemos aquilo que Deus representa para nós.

Eu mesmo experimentei isso muitas vezes com um violão nas mãos.

Nem todas as minhas canções nasceram nos mesmos momentos. Algumas surgiram da dor. Outras da reflexão sobre personagens das Escrituras. Algumas nasceram quando precisei reconhecer minha própria fragilidade.

“O Cântico de Davi” nasceu simplesmente do desejo de louvar.

E talvez por isso sua mensagem seja tão simples.

Se ainda há fôlego, ainda existe uma razão para agradecer.

Se ainda existe voz, ela pode louvar.

E se muitas dessas vozes um dia se encontrarem, talvez aconteça exatamente aquilo que imaginei quando escrevi os últimos versos:

“Nas praças, nas ruas, esquinas,
O coro de Deus se ouvirá.”

Base bíblica: Salmo 150.

Voltar ao acervo